GOB nomeia PGMN para Secretário Geral Adjunto de Entidades Paramaçônicas.
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Ex-liderança nacional adulta da Ordem DeMolay, o jovem Guilherme de Castro Couto Santos foi nomeado no último dia 27 de março como Secretário Geral Adjunto de Entidades Paramaçônicas do Grande Oriente do Brasil (GOB). O cargo tem como função coordenar ações integradas entre organizações como APJ, Fraternidade Feminina, Filhas de Jó, Arco Íris, Shriners, Estrela do Oriente, Bodes do Asfalto e a própria Ordem DeMolay.
A escolha do Grão-Mestre Geral do GOB, Múcio Bonifácio Guimarães, na avaliação do próprio Guilherme Santos, “bebe” na experiência adquirida pelo ex-Grande Mestre Nacional da Ordem DeMolay também na função de Secretário de Paramaçônicas do GOB em Minas Gerais. “A missão primordial que me foi confiada pelo Soberano Grão-Mestre Geral Múcio Bonifácio é de articular a expansão da Ordem DeMolay no âmbito do GOB, de forma que atuarei em consonância com os objetivos gerais da Secretaria Geral, liderada pelo irmão Arquiariano Bites Leão, mas com um foco especial na Ordem DeMolay”, explica Santos.
Para a Ordem DeMolay, a presença de Sêniores em posições de destaque serve como um exemplo para jovens lideranças, que ainda estão em processo de construção. Tanto que Santos reafirma que vai contribuir com o Supremo Conselho DeMolay Brasil para “cada vez mais ampliar as políticas de integração dos membros dos dois antigos Supremos Conselhos, bem como buscar agregar os bons conteúdos, projetos, práticas e material humano de ambas as antigas instituições para melhorar cada vez mais e fortalecer o sentimento de pertencimento”.
Veja abaixo a entrevista completa:
1. Você já exerceu cargos de máxima liderança Nacional e também escreveu um livro sobre a história de Alberto Mansur. Parabéns por manter a história dele viva. Achas que sua gestão neste novo desafio vai conseguir resgatar valores de épocas passadas?
G: Alberto Mansur realmente foi um dos maiores maçons da história do Brasil, e pioneiro da implantação das entidades paramaçônicas em nosso país. Sua memória deve sempre ser preservada com o respeito que lhe é devido. Entendo que desde a unificação todos estamos imbuídos da missão de resgatar valores do passado e também de planejar os valores do futuro. Uma coisa é certa: independente das variáveis históricas, a Ordem DeMolay no Brasil, assim como no resto do mundo, sempre teve como foco levar aos jovens os mesmos ideais e votos de boa filiação e de boa cidadania difundidos há mais de 100 anos. Nesse espírito, espero que em minha nova tarefa eu possa contribuir com o SCDB ajudando a abrir caminhos para que a maravilhosa experiência da Ordem chegue a um número crescente de jovens em lugares ainda não atingidos por ela, aproveitando este novo momento de união e concórdia.
2. Seu expertise em organizações paramaçônicas é muito ligado à Ordem DeMolay. Como transpor essa ligação praticamente umbilical para outras organizações paramaçônicas abrigadas por lojas maçônicas do Grande Oriente do Brasil?
G: Creio que a experiência com a Ordem DeMolay, que é uma grande paramaçônica e que tem interlocução com todas as outras, é relevante nesse sentido. Desde o fim do ano passado, até então atuando como Secretário de Paramaçônicas do GOB-MG, eu já vinha exercendo esse trabalho com todas as entidades – como por exemplo a APJ, Fraternidade Feminina, Filhas de Jó, Arco Íris, Shriners, Estrela do Oriente, Bodes do Asfalto e a própria Ordem DeMolay) – sob uma ótica sistemática, num contexto em que suas peculiaridades e objetivos individuais possam se encaixar em objetivos comuns e coletivos. Permanecerei com essa linha de pensamento. De toda forma, a missão primordial que me foi confiada pelo Soberano Grão-Mestre Geral Múcio Bonifácio é de articular a expansão da Ordem DeMolay no âmbito do GOB, de forma que atuarei em consonância com os objetivos gerais da Secretaria Geral, liderada pelo irmão Arquiariano Bites Leão, mas com um foco especial na Ordem DeMolay.
3. A Ordem DeMolay vive um momento novo no Brasil, numa espécie de recomeços de ciclos. Nesse momento, o apoio de potências maçônicas, como o Grande Oriente do Brasil, é fundamental para a consolidação e expansão da instituição em território brasileiro. Como superar eventuais traumas do passado recente para que esse processo de expansão volte a acelerar?
G: O passado só serve de referência para acertarmos mais e errarmos menos. Com foco no futuro e disposição em trabalhar por avanços, as demais coisas perdem importância. Nosso foco deve ser o de fazer com que mais jovens recebam a boa experiência pedagógica de uma instituição paramaçônica centenária e bem sucedida. O Grão-Mestre Geral, ao nos dar essa missão clara, sinaliza seu compromisso com a causa da Ordem DeMolay e a disposição do GOB em continuar colaborando cada vez mais com o seu crescimento.
4. Ser uma liderança juvenil e adulta na Ordem DeMolay aumenta a responsabilidade de assumir esse posto no GOB ou o desafio seria similar caso sua origem tivesse sido eminentemente maçônica?